PRESIDENTE 
CM
MAIA

António Silva Tiago

Que função pode cumprir a Bienal de Arte da Maia?


Diante as manifestações artísticas, sobretudo das que assumem uma maior dimensão e permanência no imaginário coletivo durante mais tempo, creio ser inteiramente legítimo que nos questionemos sobre que função assumem no seio das comunidades onde se realizam.

No caso da Bienal de Arte da Maia, uma das virtudes que lhe reconheço de imediato, radica no facto de proporcionar ao público, um contacto direto, num tempo e num espaço determinado, com formas de expressão artística que nos colocam a par das tendências e da diversidade das linguagens estéticas que se vão experimentando ou consolidando. 

Realizar uma Bienal de Arte é, a meu ver, também uma forma de afirmar o território onde ela se realiza, inscrevendo a sua marca no panorama global da Arte, tanto mais que, tendo em conta os recursos digitais da comunicação hoje disponíveis, a sua existência é mesmo, virtualmente, um acontecimento globalmente conhecido.

Na Bienal da Maia, o público que tem vindo a acompanhar o histórico das várias edições, por certo já foi, uma ou outra vez, interpelado ou mesmo desafiado por obras de caráter mais experimental que ousaram linguagens impactantes ou, quiçá mesmo, culturalmente mais provocadoras.

Seja como for, a Bienal de Arte da Maia cumpre uma função sociocultural fundamental, posto que para além das narrativas que os seus curadores constroem, enquadrando o coletivo das obras numa dada coerência que resulta da sua leitura interpretativa, proporciona fruição estética e, simultaneamente, contribui para o reforço da coesão social e da pertença identitária à comunidade. É que, se pensarmos bem, as obras e os artistas aqui representados, podem até voltar a encontrar-se noutras geografias ou noutros centros culturais em qualquer parte do Mundo, mas dificilmente alinhados pela mesma narrativa e, com toda a certeza, desenquadrados das condições conjunturais que constituem o ADN cultural e social da Maia. Ora, a experiência vivenciada pelo público da Maia passará a constituir um património cultural intangível da memória coletiva e da memória individual de cada maiato. E essa experiência será sempre única e irrepetível.

Na Maia, as bienais têm conseguido demonstrar que a mediação liderada pelos diferentes curadores, através das suas narrativas, tem facilitado o contacto do público com as obras de Arte e com os seus criadores, mostrando-lhe os caminhos que a própria Arte vai fazendo e os percursos que os artistas vêm tomando, robustecendo linguagens ou assumindo roturas radicais que implicam abordagens criativas, não raras vezes, surpreendentemente inovadoras.

Entendendo-a como um contínuo na exibição de Arte concebida no nosso tempo, permitam-me que partilhe aqui a experiência acumulada com as minhas visitas nas anteriores edições da Bienal de Arte da Maia, referindo-me não apenas aos momentos em que contemplei Beleza, nas formas, na cor e na linguagem, sem qualquer preocupação ou esforço para descodificar o que quer que fosse, mas deixando-me somente levar pelo magnetismo que toda a Obra de Arte exerce sobre a minha pessoa, num processo que não consigo explicar, mas apenas sentir. E é esse sentir que me faz gostar mais ou menos de uma Obra de Arte.

Expresso aos artistas e à curadoria desta edição da Bienal de Arte da Maia, uma palavra de imenso respeito, admiração e gratidão pelo seu trabalho, patente ao público num conceito de democratização do acesso à fruição estética que me é também muito merecedor de apreço pessoal e institucional. E na pessoa do Senhor Vereador do Pelouro da Cultura, Mário Nuno Neves, endereço a toda a equipa municipal que tutela, igualmente, uma palavra de reconhecimento pelo profissionalismo com que se empenhou nesta organização.

A Bienal de Arte da Maia aí está, desfrutemos desta possibilidade de ver e sentir a Arte e a sua Beleza, porque será, certamente, essa a sua principal função para a comunidade.


Curador José Maia
Produção Felícia Teixeira
Designer Luís Sousa Teixeira
Comunicação João Brojo, Marco Freire, Hugo Adelino e João Parra
Coordenação editorial Gisela Leal
Arte Educadora Inês Soares – Coletivo ARiSCA
Assistente de Curadoria Filipa Valente
Equipa de montagem Hugo Castro, Valter Maior, Pedro Serrano
Assistentes dos artistas Marta Oliveira, Mariana Couto, Inês Ribeiro, Sofia Jesus, Viviana Barros, Mafalda Martins, Pedro Tavares

HORÁRIOS
Terça-feira a domingo das 10h00 às 22h00


MORADA 
Fórum da Maia, Rua Eng.º Duarte Pacheco
4470-174 Maia


Promotor Câmara Municipal da Maia,
Pelouro da Cultura
Vereador do Pelouro da Cultura Mário Nuno Neves
Chefe da Divisão da Cultura Sofia Barreiros
Serviço de assessoria e gestão de espaços Conceição Couto, Carla Araújo
Serviço Educativo Ana Pereira, Dora Couto
Comunicação Adriano Freire
Apoio montagens Eugénio Resende, José Martins, José Pereira, Rui Pinto
Apoio luz e som Nuno Marinho, Rui Sobral, Vasco Ferreira


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